Tuesday, November 22, 2005

Enfim...

Coisas que a gente inventa quando a insônia baixa novamente: Trilobiten.

Sunday, November 20, 2005

Não tenho vontade de nada. Queria dormir pra sempr...

Thursday, November 17, 2005

Por favor, assistam TEAM AMERICA. Porque vocês merecem.

Wednesday, November 09, 2005

HIPERSÔNICA

Faz quase 1 semana que fui ao Hipersônica e até agora ainda não consegui juntar tempo, nem neurônios, pra escrever sobre esse evento que foi uma das coisas mais legais que deve ter acontecido na cidade neste ano. Vários motivos levam a essa conclusão: nem tanto pelo fato de ter sido absolutamente de graça, mas pelo fato de ter sido uma oportunidade de poder apreciar um panorama realmente amplo em termos de experimentações e estilos dentro do que se concebe atualmente como música eletrônica – pop e erudita –, música eletroacústica, rock´n roll e vertentes de reggae, ou dub - sei lá o nome disso - quando não tudo junto, num ambiente absolutamente sensacional, a Casa das Caldeiras.

Afinal de contas, foi uma conjunção de fatores que levou o Hipersônica a se tornar o que foi. Pra quem não conhece, o Hipersônica é o braço musical que acontece desde 2003 do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que por sua vez acontece desde 2001. Eu acompanho de perto esse festival desde 2002. E de lá pra cá, ele tem ganho amplitudes notáveis, o que é estranho, dado que a imprensa ainda não dá a merecida cobertura ao evento. De maneira geral, as obras artísticas, sempre mediadas por interfaces eletrônicas, afinal essa é a proposta da coisa toda, têm um elevado padrão de complexidade, tanto conceitualmente quanto tecnologicamente. Mesmo obras que dispensam uma interatividade ativa, ou seja, que demandam uma ação do interator, parecem provocar torções na nossa cabeça – às vezes parece que tá tudo ao contrário. Neste último caso, mais marcante para mim, foi a obra do alemão Tim Coe, composta apenas de 3 animações exibidas em 2 tv digitais gigantes. A pergunta, para uma mera leiga como eu que não entende lhufas de tecnologia, é: como o cara consegue fazer aquilo? é muito bem feita a maneira como ele compõe o movimento das abelhas que, ao distanciar-se, formam outra abelha gigante e assim num looping ad infinitum. Fora, obviamente, as implicações conceituais que disso pode surgir, o que deixo a cabo da especulação de cada um.

Voltando às tais conjunções de fatores que mencionei acima, o Hipersônica aconteceu na Casa das Caldeiras, na Av. Francisco Matarazzo, ou seja, no que restou de uma das fábricas das antigas indústrias Matarazzo. Esse lugar por si só já merecia páginas e páginas de louvor. É certo que sou pouco imparcial com relação a antigas fábricas como essa, pois adoro estética industrial, ainda mais nesse caso, quando a arquitetura toda da fábrica – herança inglesa - é feita de tijolos expostos – típico do final do séc.XIX e início do XX. Ainda existem aí enormes chaminés, onde é possível, pelo menos, visitar do interior, mas da parte de baixo. Há uma escada que leva até o seu topo, mas provavelmente retiraram a parte que liga ao chão para evitar que eventuais suicidas se sintam bastante tentados a subir até o alto. Além disso, ainda existiam partes de enormes caldeiras e maquinários gigantescos que, com uma iluminação sombria e à noite, deixavam o lugar extremamente atraente. Por fim, para culminar com essa perfeição de lugar, era possível circundar externamente toda a fábrica, com direito a admirar a linha do trem que passa ao lado. Lindo de morrer! O lugar todo era quase labiríntico: uma curva ali e você podia terminar com a cara na parede, uma virada à esquerda e você se deparava com uma escada de metal que levava a um dos ambientes que apresentava músicas experimentais. Uma outra curva à direita e você se deparava com um túnel, onde no fim, um DJ tocava exclusivamente para os que se aventuravam a ficar no subsolo com as costas curvadas. Claro, também havia uma área maior, com a qual você se deparava logo na entrada, e onde se apresentavam as principais atrações, isto é, os artistas que precisavam de uma quantidade maior de espaço e equipamento para fazer a apresentação de seus trabalhos. Ah, sem contar o fato de que no começo da noite (chegamos por volta das 20h30) havia mais estrangeiros – alemães para ser mais exata – que brasileiros. Modéstia à parte, fico muito orgulhosa por pelo menos rastejar na língua alemã. Conselho que eu sempre dou às pessoas que falam mal e mal o inglês: aprendam alemão, que é o idioma de ponta pra tudo (música, especialmente) neste planeta e que é 100 vezes mais complicado que o inglês. Aprendam alemão que o inglês vem junto (afinal foram os saxões que invadiram a grã-bretanha, e não aquelas bibas anglo-celtas que invadiram a saxônia, certo?). O fato é que foram os alemães que inventaram a música eletrônica e não é à toa que tudo o que acontece de novidade no mundo sai de lá. Berlin é o canal.

Voltando à arte: claro que não foi tudo que foi sensacional. Era um evento totalmente aberto, ou seja, quem tivesse algo pra mostrar, bastava se inscrever com 1 mês de antecedência no site, para que tivesse garantido pelo menos meia hora pra mostrar sua produção. Nessas várias meias horas, era possível ver de tudo: desde gente que ainda acha contemporâneo costurar a boca do outro (deixo a auto-mutilação para os profissionais ou até mesmo Jack Ass), até outros que acham que poesia concreta ainda tá na moda. De qualquer forma, ainda tinha coisas boas, como as animações dos grupos alemães Farbrausch e Fuzzion que você mesmo podia escolher em dois painéis gigantescos e com direito a fone de ouvido, passando pelo AlienAqtor ou o pelo DJ Xigas, até os eventuais doidos-para-bombar que estavam num dos cantos da fábrica quebrando tudo.

O público era o mais eclético e variado possível. Nem vou me dar ao trabalho em classificar as mais diversas vertentes urbanas existentes porque nem mesmo eu conheço. O fato é: tudo o que o Tim Festival este ano foi um show de horror absoluto, o Hipersônica arrebentou e foi tudo de graça.

A única coisa que talvez tenha atrapalhado aqueles que foram lá apresentar seus trabalhos: o som às vezes vazava de um ambiente para outro. Então se tinha uma galera fazendo uma coisa mais lounge no estilo Music for Airports, do Brian Eno, talvez não tenha curtido as batidas fortes do electrobeat que vinham ao fundo. Minha proposta sobre isso para a próxima edição do evento é que o público receba na entrada um fone de ouvido com vários canais para que você opte qual deles deseja ouvir e que o som seja exclusivamente transmitido através dos fones. Silêncio externo absoluto, com todo mundo de fone de ouvido, dançando. Minha imagem de futuro perfeito. Eventualmente sons de pessoas conversando, pedindo uma cerveja, mastigando rufles ou beijando-se.

Sim, o futuro pode ser lindo assim. Tomara que eu esteja na organização dessa bagaça da próxima vez.

Acho que blogar não é mais pra mim. O tempo, que já era curto, sumiu total. Só se for entre um suspiro e o sono...
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Só um coment: tá todo mundo guardando $$ pra feira de livros na USP no fim do mês? Eu já parei de comer há 2 semanas.
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Arctic Monkeys é demais de legal.
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No FILE, atenção para o alemão Tim COE.

Sunday, November 06, 2005

Como eu não tenho criatividade nenhuma pra escrever e como eu gosto muito do Lucio Ribeiro e como curti muito o que ele publicou na última sexta, vou copiar tudo aqui:

"Eu amo MP3

LÚCIO RIBEIRO
COLUNISTA DA FOLHA

Toda semana tem um assunto novo sobre a revolução musical na era digital. Aí, na semana seguinte, o tal assunto novo fica velho porque um outro mais novo apareceu.
Embarca aí, que eu vou contar a última, porque, até meu e-mail aparecer lá embaixo, já deve ser notícia com validade vencida.
"MP3? Eu amo MP3! É com ele que eu posso encher meu iPod de músicas legais", é o que acha o baterista do Arctic Monkeys, a banda-sensação da Inglaterra.
MP3 é a música comprimida em arquivo, inventada por cientistas alemães em 1997. O Arctic Monkeys é grupo de quatro moleques amigos de escola de Sheffield, Inglaterra, que vem provocando programas de rádio e artigos de jornais na Europa, por causa desse negócio de MP3, internet e essas coisas que devem dar um nó na cabeça dos caras do Metallica, que mandaram prender o inventor do Napster sem saber que estavam dando um tiro no pé.
Há dois anos, o Arctic Monkeys, já destaque aqui, gravou suas demos no quarto de um integrante. Postaram as músicas na internet, que era o que dava para fazer. Criaram fórum de discussão, entraram no My Space, espécie de Orkut para quem curte música.
Viraram o show mais disputado do Reino Unido, com gente cantando todas as músicas. Nenhuma canção do Arctic Monkeys tinha sido oficialmente lançada. Banda de internet, enfim. Aí, no começo de outubro, o primeiro single oficial deles foi lançado. E virou o disco físico mais vendido da semana, o número 1 da parada.
Aí, as grandes gravadoras se perguntam: o supergrupo Coldplay gravou seu protegido (em vão) terceiro álbum pagando semanalmente R$ 200 mil de aluguel de estúdio e não conseguiu atingir a performance de uma bandeca desconhecida que trouxe o disco pronto de casa e se fez à custa da cultura de MP3 e de conversas com fãs na internet?
Enquanto isso, no Brasil, uma gravadora virtual, a Peligro, importa o tal single-bomba do Arctic Monkeys e passa a vender HOJE por aqui, a preço camarada estimado de R$ 12. Isso no mesmo período em que o Cansei de Ser Sexy, banda que se fez na internet, lança seu primeiro disco dando de bônus um CD virgem, para ser "queimado" com suas músicas e distribuído a amigos.
E ainda, enquanto isso, no site da Trama Virtual, virou hit uma música chamada "Entrei no Seu Site Ontem", de uma cantora baiana independente que até outro dia botava voz no Olodum e que vem com uma música romântica, cuja letra fala de iPod, o aparelho que virou instrumento oficial da revolução do MP3.
De novo na Inglaterra, outra banda pequena que em show arregimenta uma multidão entusiasmada de fãs lançou nesta semana um single que deve vender bem. É o Rakes. O single é o "22 Grand Job". No lado B, eles "dão" a música "iProblem", excelente rock de garagem com levada dance, que conta a historinha de um cara ligando para o serviço de atendimento da loja onde ele comprou o iPod dele. Para reclamar de um problema com a bateria do aparelho, que não segura a carga prometida na caixa.
Coisas que dá para saber: em 2004, cerca de 6 milhões de músicas "sofreram" download no mundo. Em 2005, até setembro, o número chegava a 7 milhões.
Coisas que não dá para saber: onde isso vai parar e quais serão as dimensões do impacto desta revolução musical, que ainda está em pleno curso. "

Meeeedo



Para ver as outras fotos, clique aqui.
Preguiça de escrever... muita preguiça...

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... Ute Blau ainda em preparação.

Sunday, October 30, 2005

UTE BLAU IS BACK

And she wants revenge. She´s faster, stronger, angrier. (Aguardem!)

Thursday, October 27, 2005

Curtinho

Ontem vi Os Irmãos Grimm. Legal. Lembrou muito A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça. Acho que o Terry Gillian deu uma suavizada. Claro, ainda tem bastante humor negro típico de Gillian, mas perto de O Barão de Mundchausen, que é um primor barroco, Os Irmãos Grimm é muito mais suave em sua estética ex-montypythiana. Gostei dos atores. O Jacob é o melhor. Também adorei o Cavaldi. Esse ator, cujo nome não lembro, mas que os irmãos Cohen adoram, caiu como uma luva no papel de especialista em torturas. Acho que se o filme fosse mais curtinho, teria sido melhor. Mas vale a pena sair de casa pra assistí-lo.